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27/08/2004 02:03
E aí pessoal? Pois bem: Por enquanto é aqui que vamos divulgar as resenhas de shows. Mas a coisa é provisória, ok? É só até termos nosso site de volta ao ar. Por enquanto vão algumas resenhas que estavam pra ir pro ar caso nosso site já estivesse na ativa. E aproveitando: Gostaríamos de agradecer aos promotores de eventos que dão força ao Feira Moderna Zine.

Vamos lá então:

7º Festival da União Punk Independente contra a miséria e falta de união
Garage (Rio de Janeiro/RJ)
27/06/2004
Quatorze bandas foram convidadas para a sétima edição do Festival da UPI, mas nem todas falaram “presente!”. Há uma luta para firmar o Garage como point para shows nas tardes de domingo, mas infelizmente o público vem limitando-se aos integrantes das bandas que aguardavam a vez de tocar e uma galera que sempre comparece à casa de shows, que vem sendo chamada erroneamente de boite.
A banda Direito de Defesa subiu ao palco para abrir o festival e levou covers de Paralamas de Sucesso e Raimundos para um Garage quase vazio. Outra banda que marcou presença foi a Ácaros, como sempre acompanhada de seus bichinhos de pelúcia pendurados nos instrumentos, garantindo o momento de descontração para a galera que curtia o show. A turma do Vilipêndio tocou seu rock bizarro e a Fungus & Bactérias abriu com “Até quando esperar”, cover clássico da Plebe Rude, e agitou a galera com suas músicas irreverentes, garantindo um dos melhores momentos da noite.
Do meio para o final da noite, a casa foi ficando vazia. A penúltima banda a subir no palco, a Alvo Suburbano tocou com a casa quase vazia, mas fez um show impecável, mesmo sem a presença do baixista. Aliás, “integrantes faltosos” foi a tônica da noite, o batera da Repressão Social não compareceu e Júnior, batera da AS nem saiu da bateria para dar uma força para a última banda da noite se apresentar. Fecharam com chave de ouro, levando sons como “Viva o Movimento Punk” e “Violência na cidade”. Parece que a união está voltando a visitar o movimento punk!
Deise Santos

infos: www.sobradaodorock.hpg.com.br

Projeto Sound Around
9/7/2004
Studio Bar (Niterói/RJ)
INSIDE OUT – ESTADO LIVRE – OPALLAS – A-OK - D.SAILORS – NITROMINDS
Só pra constar: Continua fazendo um frio considerável em Pendotiba. Bairro de Niterói onde se encontra o Studio Bar. Duvido que esse frio, que pra min é terrível, tenha sequer incomodado os caras do D.sailors. Banda alemã que junto com os curitibanos do A-OK e os paulistas do Nitrominds eram os nomes mais aguardados da noite. Um monte de bandas, certo? Então vamos à elas.
Abrindo a noite para um público pequeno porém empolgado, a garotada do Inside Out fez um show baseado em covers de gente como Papa Roach e Deftones. Uma galera, que parecia claramente ter ido ao Studio Bar pra prestigiar o show dos caras, agitou e cantou junto. De guitarrista novo o Estado Livre fez, na minha opinião, um dos melhores shows da noite. A banda de São Gonçalo mostrou, com seu novo line up, um som mais próximo do hc emo que antes. Quem foi pra ver os caras não se arrependeu. Pulou, dançou, gritou, enfim. Belo show! Os cariocas do Opallas vieram em seguida e segurou a atenção da galera com seu som de melodias inspiradas em Los Hermanos e cacoete emo.
Diretamente de Curitiba e com cd ao vivo no forno o A-OK teve boa recepção do público e fez um show competente que pareceu agradar à galera que foi pra conferir o som dos caras. Depois da banda curitibana foi a vez da atração internacional. O D.Sailors levou sons novos e antigos e botou a galera pra agitar. O hardcore cheio de influências inusitadas soa muito bem ao vivo. Show bem legal. E pra quem estava esperando por eles... O Nitrominds desfilou a competência e a experiência que só gente com muita estrada nas costas tem pra mostrar. Sons cantados pela galera que parece ter saído satisfeitíssima.
Mas uma edição do projeto Sound Around com saldo positivo. É bem verdade que se esperava casa cheia devido ao número de atrações de fora. Mas como estamos em Niterói e aqui tudo é mais complicado.
Como disse: Saldo positivo.
Rafael A.

infos: contato@soundaround.com.br


XMusic
1/08/2004
Ballroom (Rio de Janeiro/RJ)
FORFUN – LEELA – CARBONA – RAMIREZ – SUGAR STAR
E o Ballroom vai mesmo se firmando como um refúgio para o underground da zona sul carioca. Com o desaparecimento de alguns espaços (alguns logo após serem inaugurados) a casa localizada no bairro do Humaitá vai resistindo como espaço para eventos de médio porte voltados para o meio independente. Que o diga a galera que bateu ponto neste início de noite de domingo para conferir o XMusic. Evento bem legal que além de promover shows divulga em seus panfletos e cartazes fanzines, ong’s e projetos que rolam de forma independente. Ponto pro XMusic, né?
Pois bem. O público encheu a casa para conferir nomes fortes do cenário carioca. A tarefa de abrir a noite ficou por conta da banda Sugar Star. E não é que foi uma grata surpresa? Ao menos pra min, que não conhecia o trabalho da banda, a mistura de hc, partes mais pesadas e densas e momentos totalmente voltados para o alternativo agradou bastante. E a galera parece ter curtido também. Já que a maior parte do público permaneceu com os olhos grudados no palco durante a apresentação do Sugar Star. A próxima banda a subir ao palco foi a Ramirez. Com melodias que lembram, e muito, Los Hermanos a banda fez um show competente. Que agradou a galera e proporcionou as primeiras rodas da noite. Ou seja, a galera estava esquentando e afim de agitar. Nada melhor que o Carbona, que veio logo depois, pra botar o povo pra se mexer, certo? E foi isso mesmo. O som ramônico destes cariocas, aliado à competência e carisma de seu vocalista conquistaram a galera. No final, ficou claro porque a banda é uma das mais significativas do underground da zona sul do Rio. Belo show.
Se o melhor tem que ficar sempre pro final... aqui podemos dizer que, ao menos pro final, ficaram as mais aguardadas. Primeiro veio a mais que bem sucedida Leela. Bianca Jhordão & cia. fizeram a alegria da galera com seu som a lá Weezer & cia. Ltda. Os pontos altos foram as já conhecidas da galera ‘Ver o que faço’ e ‘Prato principal’, cantadas por boa parte da galera. Um ótimo show! E pra fechar a que, pra minha surpresa, era era aguardada por muita gente (uniformizada, inclusive!): ForFun. A garotada agradou a galera em cheio com seus sons inspirados em Blink 182 e CPM 22 (quanto número...). Para fãs do estilo, um deleite.
Vale lembrar que que o evento contou com a participação do DJ RastaPunk, mandando som pra galera antes e nos intervalos dos shows. Saldo mais que positivo de um evento muitíssimo bem produzido e que merece aplausos. A galera compareceu e parece ter saído satisfeita. E no final, é isso o que conta, né? Parabéns à produção e que venha o próximo!
Rafael A.

infos: www.xmusic.com.br

Clube do Inferno
13/08/2004
Teatro Odisséia (Rio de Janeiro/RJ)
MONSTROS DO ULA ULA – ROGÉRIO SKYLAB
E com a volta do Circo Voador é bem possível que a Lapa volte a ser um ponto de encontro do povo underground do Rio. Se bem que nesta noite tava rolando um forró por lá (com cobertura da Globo e tudo..arhg...). Mas a parada aqui é outra. Cá estamos nós (povo do FMZ) pra mais uma edição da festa Clube do Inferno. Se não me engano é a segunda. Mas o que tem de mais nessa festa? Expilco: Além de Dj’s e Stripper (!?!) rolam duas atrações que no mínimo despertam curiosidade. Se não vejamos:
Monstros do Ula Ula, a nova banda de Formigão (ex-Planet Hemp) e sr. Rogério Skylab. Ele mesmo! Pois bem. Tá, a maldição de não ver a primeira banda continua. Infelizmente não deu pra conferir o Monstros do Ula Ula. Mas deu pra ver que a casa estava com um bom público, além de apresentar uma estrutura muito boa (em termos de dependências, serviços, enfim).Só os preços que são meio salgados... Som rolando e de repente surge no palco a que com certeza era a atração mais esperada da noite. As vésperas de lançar seu quinto álbum Skylab e sua banda fizeram uma apresentação impecável. De cara mandaram vários sons que estarão em seu próximo álbum (Skylab V). quem já conhecia o trabalho do cara se esbaldou. Já os marinheiros de primeira viagem não fogem muito a regra: Rolam de rir e acabam entrando no clima da parada. Quanto ao som? O mesmo Rokão competente cheio de influências de mpb (a parte boa dela), funk (o de verdade) e mais algumas coisas que resultam em uma mistura no mínimo envolvente, por assim dizer. Música para Paralítico(!?!), Convento das Carmelitas, Urubu e a maravilhosa Carrocinha de Cachorro Quente fizeram a alegria da galera.....Não, eu não me esqueci dela. É é claro que Skylab também não. Moto-Serra! Cantada em coro pela galera!
Ta certo que o som não tava ajudando muito (o vocal tava bem baixo mesmo). Mas a banda que acompanha o cara compensa tudo com uma competência digna de sei lá o que. Os caras mandam muito bem mesmo. Antes de acabar: O Clude do Inferno se mostrou antes de mais nada um evento bem organizado com diversas atrações. Tinha como disse Stripper, DJ’s, e até uma mostra de curtas rolando no último andar. Só que uma vez me disseram que: Festa é festa e show é show. Mesmo não concordando (ou não querendo concordar) tenho de dar o braço a torcer: Muita gente saiu fora após o término do show do Skylab. O que não tira os méritos do evento. Noite bem legal.
Rafael A.

Lixomania
14/08/2004
Garage (Rio de Janeiro/RJ)
REPRESSÃO SOCIAL – EUTHANÁSIA – LIXOMANIA – ATRITO
Mais uma noite punk no mais clássico espaço underground carioca. Desta vez a atração mais esperada é a galera de São Paulo do Lixomania. Os caras começaram suas atividades em 1978 deram uma parada em 1983 e em 2002 voltaram a fazer barulho por aí. Vale lembrar que os caras tem um sr. Reconhecimento fora do Brasil. Aliás, me foi mostrado um vinil dos caras (o primeiro lançamento de uma banda punk no Brasil) sendo vendido à R$200. e na Europa isso vale bem mais....Até no Japão os caras tem material lançado e disputado a tapa! Uma verdadeira lenda do punk paulistano que merecia uma noite de casa cheia, certo? Pena que estamos no Rio de Janeiro...
O público era pequeno quando o Repressão Social subiu ao palco para abrir a noite. De line up novo, Marcel e Gabriela são as caras novas nos vocais. O Repressão fez um bom show, com repertório baseado nos sons de seu cd Violência na Cidade. UPI, Viva o Movimento Punk e Kaos Social foram os pontos altos. Em seguida foi a vez do Euthanásia subir ao palco e fazer um belo show pra um galera maior e que já agitava à espera do Lixomania. Punk Punk!! E o cover de Garotos de Subúrbio do Inocentes foram os momentos mais marcantes da apresentação dos caras. O público havia aumentado, porém ainda estava bem longe do ideal (e merecido, pela data) quando o Lixomania entrou em ação e botou todo mundo pra pogar com seus clássicos. Um atrás do outro esses clássicos eram cantados por todo mundo que se divertia na roda formada diante do palco. De quebra, no final, rolou um cover de Quanto vale a Liberdade de outra lenda do punk paulistano, Cólera! Nem precisa dizer que a galera foi a loucura e cantou tudo do início ao fim, né? Depois do show do Lixomania ainda rolou a banda Atrito que mostrou um hardcore alternando partes cadenciadas com levadas bem rápidas muito competente. Pena que havia pouca gente pra conferir. Um belo show, parabéns pra eles!
Um senhor show e uma oportunidade e tanto de conferir uma lenda do Punk Rock que pouca gente soube aproveitar. Pra quem preferiu ficar em casa ou do lado de fora: Vale a pena fazer uma força pra entrar e prestigiar os eventos, do contrário a coisa vai acabar indo pro saco de vez. Parabéns pra direção do Garage por trazer mais um nome histórico do punk pra tocar no Rio. Que venham outros. E junto com eles o público,né?
Rafael A.
infos: www.sobradaodorock.hpg.com.br


Doméstica Distro. Apresenta:
15/08/2004
Convés Bar (Niterói/RJ)
DELUXE – FILHOS DO TOTEM – DANDARA – SEU MADRUGA VESTE PRETO
Mais um domingo de show no Convés e mais um evento promovido pela Doméstica Distro. E o público resolveu sair de casa e proporcionar para si próprio uma noite bastante agradável (porque se o público não comparece a coisa fica bem chata, né?). Duas bandas cariocas lançando CD e uma volta (?) de uma galera já conhecida de longa data do público de Niterói. E o Filhos do Totem, que já tem um público fiel e que marca presença nos show dos caras...E a cerveja no Convés ta sempre gelada (faz diferença, sim!).
De cara a galera carioca do Deluxe, lançando seu Acelerado pôs os pés no palco e conquistou a galera com seu hardcore/emo. O power trio se mostrou competente e agradou a galera que não desgrudou os olhos do palco. Mais banda carioca, desta vez foi o povo do Dandara, lançando seu Nouvelle Vile. Mais ou menos na mesma linha de sua antecessora os caras seguraram a galera que já começava a se empolgar, por assim dizer. Em seguida foi a vez da galera do Filhos do Totem mostrar seu som a lá CPM 22 e fazer a festa do povo que foi no Convés conferir a apresentação deles. Sons do Cd dos caras foram cantados e devidamente festejados pela galera. E pra fechar a brincadeira a tal volta tão esperada. Digo ‘tal’ pois ao que parece nem os caras sabem ao certo o que vai ser da banda. E os caras encontraram uma galera com saudades da banda. Uma galera que agitou cantou e se divertiu à valer co m o show da banda. De repente dá até pra pensar em voltar pra valer, né? Mas isso é com eles.
Bom show que parece ter mesmo atraído o público, visto que a quantidade de gente lá dentro era bastante grande. Mais um evento da Doméstica distro. (quem diria, né? Uma Distro. Promovendo shows aqui em Niterói Que bom, né? E olha que não é a única) . Pois bem . Foi mais ou menos isso que rolou...O tempo passa, o tempo voa... E aos poucos a tal da renovação de público, tão aguardada, vai dando as caras. Que venha, e logo!
Rafael A.

infos: www.domesticadistro.com

Rolando Na Estrada
20/08/2004
Espaço Cultural Rehma (Copacabana/RJ)
Sendo que é tão raro que abram-se espaços para artistas independentes mostrarem seus trabalhos, é sempre bem vinda a chegada de novos espaços e eventos. Nem tão novos assim, na verdade. O produtor Ricardo Loureiro, responsável pelo Rolando na Estrada, já atua no meio independente faz tempo. E faz um tempo também que o Rolando na Estrada, que também é um informativo impresso, abre espaço para artistas independentes.
Que bom. Já que o Rolando na Estrada se mostrou uma boa opção para quem se interessa pela produção artística independente carioca.. O evento aportou no Espaço Cultural Rehma, em Copacabana. E nesta edição as atrações foram os músicos Marcello Guelli e Pablo Leignier. Uma exposição de quadros a cargo de Eli Berrios e L.Oliver. Rolou ainda participações da diretora de teatro Niette de Lima e da produtora de moda Neise Nery e Sandro Bovero como convidado especial. Enfim, tinha de tudo um pouco: Música, pintura, artesanato. E o melhor de tudo, idéias. Pena que nossa sina de nunca chegar na hora nos eventos continua e perdemos algumas das atrações chegando quando uma parte do público já tinha deixado o Espaço Rehma.
Ficamos assim então: O Rolando na Estrada continua rolando lá mesmo em Copacabana. E de nossa parte resta avisar que vale a pena dar uma chegada por lá pra conferir o underground que nem sempre se toma como tal. Cultura, informção e espaços para a arte independente são sempre bem vindos, né? Nós, pelo menos, achamos que sim.
Rafael A.

infos: www.rolandonaestrada.kit.net

Hum Eletrônico apresenta:
21/08/2004
Bar do Blues (São Gonçalo/RJ)
CLUBE DA LUTA – THE FEITOS – CACTUS CREAM – NOITIBÓ
Mais um evento promovido pela galera do Hum Eletrônico. Noite de sábado com show de bandas covers no Recreativo Trindade (clube localizado em outro bairro de São Gonçalo) e show no Bar Convés em Niterói. Pois é, né? Três eventos na mesma noite e não podia dar outra: Público dividido, público indeciso ou simplesmente em casa.
Com um Bar do Blues esvasiado, por volta da meia noite, os caras do Clube da Luta deram início aos trabalhos com seu som com cara de alternativo e afins (nem eu entendi o que eu escrevi agora...). Dando seqüência foi a vez do The Feitos subir ao palco para mostrar sua mistura de Jovem Guarda e Rock de Garagem. A banda de Niterói fez um bom show e parece, acima de tudo, ter se divertido bastante com seu próprio show. O Cactus Cream veio em segui com seu indie Rock. E embora seja uma boa banda, o show longo acabou por soar cansativo de seu meio pro fim. Fechando a noite, a galera ‘dona da festa’ do Noitibó subiu ao palco e fez um show, acima de tudo, decontraído, com repertório baseado em sons de seu segundo álbum o Noitibó divertiu-se e divertiu a galera das bandas que acabou por ser o público presente.
Todo mundo se divertiu então, né? Mais ou menos. Faltou a galera que insiste em prestigiar banda cover e abre mão de conferir bandas com propostas novas, ou ao menos diferente da pasmaceira que rola por aí. No final, quem perde é o próprio público. Uma pena....E acabou que tinha uma garota pedindo pra alguém tocar Raimundos (gosto é gosto) e ninguém atendeu o pedido da moça...
Rafael A.

infos: www.humeletronico.com


Semana que vem deve ter coisa nova por aqui, ok?



enviada por Feira Moderna Zine






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